Áreas Temáticas

Círculo de Saberes e Afetos

1. Educação popular, feminismo comunitário e ecofeminismo

Coordenação: Adriane Lima (Universidade Federal do Pará-UFPA) e Tabatha Benitz

Este círculo de saberes e afetos tem como finalidade visibilizar os saberes das comunidades tradicionais da Amazônia, pois entendemos que as estruturas do machismo e do patriarcado ainda são muito presentes e nesse contexto as mulheres vem buscando por meio de sua atuação se fortalecer e garantir seu espaço seja compondo a diretoria de uma associação, recebendo e gerindo os recursos de atividades extrativistas, exercendo o papel de educadoras ou propondo ações para a garantia da sustentabilidade e conservação da floresta. Com essa visão holística que envolve educação popular, feminismo comunitário, economia solidária e ecofeminismo, convidamos para uma reflexão dessas temáticas que integram e se inter-relacionam nas práticas e vivências das mulheres amazônidas.

2. Educação popular, feminismo negro, colonialismo, interseccionalidade

Coordenação: Lúcia Isabel da Conceição Silva (Universidade Federal do Pará-UFPA)

Este círculo convida para o diálogo estudos, pesquisas, relatos e reflexões sobre experiências de educação popular, processos educativos ou de acolhimento com/de/para mulheres, em especial as negras em contextos diversos. Desta forma, são bem vindas todas as propostas, em diferentes linguagens e expressões, que reflitam as questões das mulheres e suas realidades concretas, suas dores, desafios e vivências, considerando as necessárias interseções entre raça, classe, etnia, geração, sexualidades, territórios e outras e que contribuam para a compreensão e análise das diferentes dimensões da opressão das mulheres e para a superação e libertação das estruturas capitalistas racistas, hetero-patriarcais e coloniais.

3. Educação popular, mulheres, religiosidade, saberes ancestrais:

Coordenação: Gabriela Costa Faval (Universidade do Estado do Pará-UEPA), Agatha Leticia Eugênio da Luz (UEPA), Thaís Tavares Nogueira(UEPA), Shirley Cristina Amador Barbosa (UEPA), Cynara Fernanda Aquino dos Santos

O presente Ciclo é voltado para discussões sobre saberes ancestrais, a religiosidade e as práticas religiosas de mulheres pertencentes e/ou descendentes de povos originários e populações tradicionais. Tem como objetivo, tomando como princípio a Educação Popular, a reflexão sobre o papel desempenhado por essas mulheres na manutenção e preservação das culturas ancestrais e da identidade de suas comunidades.

4. Educação popular, gênero, sexualidade, LGBTQI+

Coordenação: Francisco Ednardo (Universidade Federal do Pará-UFPA)

Este ciclo tem por finalidade o acolhimento de propostas de trabalhos cujas temáticas estejam alinhadas às vivências LGBTQI+ e/ou questões de gênero e sexualidade no que tange ao enfrentamento de estruturas que fortalecem práticas de silenciamento, sofrimento e subalternidade diante das violências geradas em razão de suas identidades sexuais e de gênero dissidentes da heteronormalidade compulsória. Assim, neste ambiente de debate, procuramos lançar luz sobre conflitos sociossexuais experimentados por tais sujeit@s em espaços públicos e/ou institucionais tais como as ruas, os hospitais, as igrejas, as escolas, os grupos populares e comunitários, as universidades e outros espaços de socialização e produção de afetividade em que seja preciso denunciar situações de abuso emocional interpessoal ou em relacionamentos disfuncionais de modelo heteronormatizante engendrados na manutenção de masculinidades hegemônicas ou papéis sexuais binarizantes que costumam enaltecer o papel de um dominante em detrimento de um dominado. Deste modo, tal círculo pressupõe, ainda, problematizar episódios deflagrados de sexismo, machismo, misoginia, lgbtifobia, body-shame, mobbing, cyberbullying e outras opressões a fim de se criar um espaço de escuta sensível e terapêuticas do afeto que possam mitigar dores, angústias e ressentimentos, possibilitando, assim, a produção de novos significados sobre os discursos de si mesmos.

5. Educação popular, mulheres, violência, encarceramento

Coordenação: Edivana Alves (UFPA) e Coletivo de Mulheres de Ananindeua em Movimento - CMAM

O círculo de saberes e afetos é imprescindível em qualquer momento, contudo, nesses tempos de dor e dificuldades ele torna-se mais necessário. Dentre a diversidade de questões e temáticas discutidas nos círculos gostaríamos de abrir para compartilhar, debater e dialogar sobre Mulheres em situação de cárcere. Atualmente cerca de 714 mil mulheres em regime de privação de liberdade no mundo, e o Brasil ocupa a quarta maior população carcerária feminina mundial, dessas a maioria é jovem e negra. Nesse sentido, essa chamada receberá trabalhos sobre as violências estruturais de sistemas penitenciários, situações precárias, a sociabilidade, experiências, histórias, trajetórias de vida, riscos, conflitos, a vivência da mulher em situação carcerária, como também dos que acompanham essa experiência de perto. Também serão aceitos análises de discurso e outras metodologias sobre matérias jornalísticas, legislações, termos e ações referentes ao sistema penitenciário feminino e a situação de cárcere, assim como sobre alternativas de sociabilidade, programas, projetos desenvolvidos para penitenciárias, reformatórios e afins. Como forma de expandir o debate, produções artísticas e de diferentes mídias também serão aceitas, poesia, pintura, música, vídeo, podcast, estamos abertas para a criatividade, desde que respeitemos as diferenças e pluralidades dos grupos sociais.

6. Educação popular, feminismo, Lesbianidade, Novas masculinidades

Coordenação: Maria Lucia Chaves Lima (Universidade Federal do Pará-UFPA)

Esse eixo propõe o debate de experiências (de pesquisa, ativismo, intervenções sociais) em educação popular em diálogo com as diversas perspectivas feministas que discutam criticamente as relações sociais pautadas pelo patriarcado, sexismo e pela cis-heteronorma. O eixo tem como objetivo articular a educação popular feminista com as questões de sexualidade, tais como a lesbianidade, assim como temáticas relativos às construções de gênero, tais como as produções de novas masculinidades, pensadas em intersecção com raça-etnia, idade-geração e classe como estratégia de potencializar ações coletivas de resistência, ativismo e (re)invenções políticas-subjetivas.

7. Educação popular, Paulo Freire, autoras feministas

Coordenação: Ivanilde Apoluceno de Oliveira (Universidade do Estado do Pará-UEPA) e Isabell Theresa Tavares Neri (Universidade Federal do Pará-UFPA).

O pensamento freireano é marcado por uma polifonia de correntes epistemológicas que expressam a sua capacidade de reinvenção, diversidade e diálogo. Ao olharmos a amplitude de sua obra, percebemos que Paulo Freire deve ser interpretado em um sentido plural, uma vez que a cada novo livro registrava autocríticas, novos pontos de vista e revisões sobre a sua teoria do conhecimento. Muitas intelectuais feministas se identificam com o caráter em espiral da filosofia dialógica de Paulo Freire, que tece uma série de categorias capazes de promover uma pedagogia antipatriarcal, antirracista e anticapitalista, condição indispensável para uma Luta Feminista interseccional. Sistematizando os diálogos entre as produções de mulheres intelectuais, ativistas, artistas e as categorias de Paulo Freire, para o processo de sistematização da Educação Popular Feminista.

8. Educação Popular, feminismo, cursinhos populares e cultura popular

Coordenação: Ana Regina da Silva (TF livre), Paula Maíra Alves Cordeiro (Emancipa); João colares da Mota Neto (NEP/UEPA)

Este ciclo objetiva discutir as relações entre Educação Popular, Feminismos, Cursinhos Populares e Cultura Popular. A educação popular feminista está entrelaçada com diversas experiências de Cursinhos Populares e manifestações da Cultura Popular. Pretende-se visibilizar estas experiências, por meio de relatos, sistematizações e reflexões críticas, bem como promover espaços de encontro entre educadoras e educadores populares.

9. Educação popular, feminismos, inclusão de mulheres com deficiência

Coordenação: Scheilla de Castro Abbud (Universidade do Estado do Pará-UEPA)

Este círculo propõe o diálogo, o debate e a troca de experiencias sobre educação popular feminista e suas conexões com as questões relativas às percepções sobre mulheres com deficiência e sua invisibilidade nos movimentos sociais e nas políticas públicas.

O capacitismo tem a ver com a percepção (ou impercepção) a respeito da capacidade da pessoa com deficiência, com a baixa expectativa sobre suas competências e seu protagonismo. O enfrentamento dessas questões é necessário para novas concepções que permitam combater/eliminar as estruturas excludentes que se manifestam em todos os espaços sociais.

A intenção é congregar propostas que potencializem a desconstrução do capacitismo e, principalmente, debater a interseccionalidade entre deficiência e outros marcadores sociais como gênero, sexualidade, raça/etnia, geração, classe social, etc. e a forma como são referenciadas nos espaços em que não estão presentes de modo a potencializar mobilizações coletivas.

10. Educação Popular, Feminismos, escolarização

Coordenação: Natalia Maciel; Hanna Tamires Gomes Corrêa Leão Teixeira; Gabriela Costa Faval e Caroline Barros da Silva

O Feminismo, apesar do avanço das discussões sociais, ainda sofre severas restrições quando cogitamos sua presença nos espaços escolares. A escola, enquanto mecanismo ideológico, foi sendo utilizada para exercer o controle social através da imposição de regras morais, da cultura dominante , da delimitação dos papéis sociais de gênero e, portanto, da dessexualização de seus/suas integrantes mas, principalmente, foi se configurando um importante reforço à opressão feminina. Assim, o círculo proposto objetiva aprofundar os debates sobre a escolarização e sua conflituosa relação com as temáticas e as concepções feministas, enfatizando as contribuições da Educação Popular, enquanto prática de resistência e enfrentamento às opressões, como alternativa dialógica de minimização dessa problemática.